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Como viver mais e melhor na terceira idade | VEJA.com

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O aumento da expectativa de vida está diretamente ligado à melhora das condições de vida da população. (Thinkstock/VEJA/VEJA)

Nos primórdios da civilização, a expectativa de vida – também chamada de esperança de vida – ao nascer era muito baixa. Morria-se muito jovem! Isso deveu-se ao fato da medicina não ser tão avançada e as vacinas, por exemplo, não existirem para poder prevenir certos tipos de doenças ou até mesmo evitar complicações decorrentes de uma moléstia. 

Com o passar do tempo e do avanço da medicina, serviços de saneamento básico, alimentação, índice de violência, entre outros fatores, as pessoas passaram a viver mais e melhor, pois o aumento da expectativa de vida está diretamente ligado à melhora das condições de vida da população. Atualmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro aumentou. Para as mulheres a expectativa de vida passou a ser de 79 anos e quatro meses enquanto que para os homens, 72 anos e 5 meses. 

Os dados acima são de 2018 e trazem consigo aquela pergunta: E como estará a saúde desse indivíduo lá na frente com a chegada dessa idade? Conseguiremos viver de forma saudável até o final da vida? E a questão financeira? Teremos aposentadoria capaz de amenizar os desafios da idade?

Viver é muito bom. Mas viver com saúde é melhor ainda! Viver mais então…

Envelhecimento e saúde 

A saúde pública no Brasil enfrenta grandes dificuldades, principalmente no que tange ao atendimento da população. Contudo, não podemos deixar de dizer que, com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, a saúde no Brasil alcançou resultados positivos. No Brasil, 75% da população depende do SUS e o restante, utiliza a saúde privada.

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Em um país de grande dimensão geográfica e tão diversificado quanto a sua cultura e costumes, tratar da saúde é realmente um desafio. Além de ser um grande desafio, a população brasileira vem envelhecendo e criando maiores problemas à saúde pública. Isso porque a estrutura não está adaptada para atender uma população idosa

Os médicos, por exemplo, durante a sua graduação, dedicaram-se muito a estudar pediatria e ginecologia, com grande quantidade de carga horária dedicada às crianças e às gestantes, porém, com poucas horas de estudo dedicadas à geriatria e ao tratamento do idoso. Mas esse será o grande público dos médicos de todas as especialidades.

Ao mesmo tempo que temos crianças nascendo todos os dias, teremos adultos iniciando a melhor idade, idade em que são considerados idosos por razões de classificação, com o “plus” do aumento da expectativa de vida.

Isso é sensacional, saber que poderemos viver muito mais tempo com nossos entes queridos, podendo desfrutar de suas vidas e experiências! Mas precisamos cuidar da nossa saúde desde já para que possamos colher os frutos quando vir a chegada dessa fase que tanto nos assusta.

Viver com qualidade de vida! Esse é o ponto!

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Alimentação e exercício

Envelhecer não é sinônimo de incapacidade. É importante manter a autonomia e a independência, ter uma alimentação adequada e buscar atividades que sejam prazerosas e não deixar de cuidar do corpo com os exercícios físicos adequados.

Estudos afirmam que a fragilidade no idoso caracteriza-se pela presença de sinais e sintomas como perda de peso não intencional (5kg nos últimos cinco anos), autorrelato de fadiga, diminuição da força de preensão, redução das atividades físicas, diminuição na velocidade da marcha (lentidão) e diminuição das relações sociais.

Então, nessa fase da vida temos que nos adequar para prevenir doenças e incapacidades, como sabemos que com o envelhecimento existe uma resistência anabólica, dificuldade de manter ou ganhar massa magra, “músculo”, e que a capacidade absortiva dos alimentos está diminuída, temos que aumentar a ingesta proteica. Só que nos deparamos com a diminuição da alimentação e do apetite e muitas vezes, quando pensamos nos idosos, temos logo aquela imagem do senhorzinho comendo sopa ou pãozinho.

Mas, diferente disso, precisamos, na realidade de uma maior quantidade de proteína. Por isso, não indicamos sopa na rotina, principalmente por pular etapas da digestão, onde não ocorre a trituração nos dentes e início da digestão dos carboidratos (amilase salivar). 

Por outro lado, se não houver exercício físico adequado para essa fase da vida, não conseguiremos atingir resultados satisfatórios. Por isso, alimentação saudável e atividade física ideal, possibilitarão uma melhora na qualidade de vida e diminuição de doenças relacionadas ao envelhecimento.

 

Eduardo Rauen

 

Quem faz Letra de Médico

Adilson Costa, dermatologista Adriana Vilarinho, dermatologista Ana Claudia Arantes, geriatra Antonio Carlos do Nascimento, endocrinologista Antônio Frasson, mastologista Arthur Cukiert, neurologista Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião Bernardo Garicochea, oncologista Claudia Cozer Kalil, endocrinologista Claudio Lottenberg, oftalmologista Daniel Magnoni, nutrólogo David Uip, infectologista Edson Borges, especialista em reprodução assistida

Eduardo Rauen, nutrólogo Fernando Maluf, oncologista Freddy Eliaschewitz, endocrinologista Jardis Volpi, dermatologista José Alexandre Crippa, psiquiatra Ludhmila Hajjar, intensivista Luiz Rohde, psiquiatra Luiz Kowalski, oncologista

Marcelo Bendhack, urologista Marcus Vinicius Bolivar Malachias, cardiologista Marianne Pinotti, ginecologista Mauro Fisberg, pediatra Roberto Kalil, cardiologista Ronaldo Laranjeira, psiquiatra Salmo Raskin, geneticista Sergio Podgaec, ginecologista

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Revista Oralmédica

É uma publicação impressa e digital da Clínica Oralmédica e da divisão Viaodonto Franquias©. Assuntos de nutrição, psicologia, odontologia, medicina, beleza, bem-estar entre outros de vida e saúde em geral são os principais enfoques, no entanto não substitui em hipótese alguma a consulta profissional.

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