Saúde Bucal

Diabetes: riscos, sintomas e tratamento

Diabetes Mellitus (*) é uma doença caracterizada pela elevação do nível de açúcar (glicose) no sangue, um quadro denominado hiperglicemia.

Qual a causa da diabetes?

O que mantém estável o nível de açúcar no sangue é um hormônio chamado insulina, que é produzido no pâncreas. Quando esse hormônio falta ou o organismo não o absorve bem, o açúcar que está no sangue não entra nas células, e deixa de ser aproveitado como fonte de energia para diversas atividades celulares. A hiperglicemia, em longo prazo, pode levar a problemas sérios de saúde.

Quais os tipo mais comuns de diabetes?

Diabetes Tipo 1

É resultado da destruição das células beta do pâncreas (que fabricam a insulina) pelo próprio organismo, por um processo autoimune. Formam-se anticorpos contra essas células, o que leva à deficiência de insulina. Em geral, ocorre em crianças e adolescentes – por isso é chamada também de diabetes infantil ou juvenil – e persiste pelo resto da vida. Mas pode acontecer em qualquer idade.

Seu início pode ser rápido (questão de dias) e seus sintomas característicos são: muita sede, muito xixi, muita fome, perda de peso, cansaço e fraqueza. Se o tratamento não for iniciado logo – o que não é incomum, pela demora no diagnóstico – os sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. Esse quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética e necessita de internação para tratamento. Muitas vezes é só na cetoacidose que se descobre que a criança tem diabetes. 🙁

Diabetes Tipo 2

A grande maioria dos casos, cerca de 90% dos diabéticos. No diabético tipo 2 a insulina até é produzida pelo pâncreas, mas o organismo tem resistência a ela. Aí pra tentar manter o açúcar no sangue em níveis normais, o organismo aumenta a produção de insulina. Quando isso não resolve mais, surge a diabetes. Os sintomas característicos são: sede, muito xixi, dores nas pernas, alterações visuais, entre outros. O desenvolvimento da doença pode levar anos, e as consequências também podem ser graves.

A Diabetes Tipo 2 costuma estar associada à obesidade, e acomete principalmente adultos a partir dos 50 anos. Mas pode ocorrer em crianças e adolescentes, também, pelo aumento do consumo de gorduras e carboidratos aliados à falta de atividade física, o que infelizmente é bem comum hoje em dia.

Outros tipos de diabetes

Há outros tipo de diabetes também, mas são mais raros e estão ligados à alterações genéticas, doenças do pâncreas (pancreatite, tumores pancreáticos, hemocromatose) e doenças endócrinas (Síndrome de Cushing, hipertireoidismo, acromegalia), além do uso de certos medicamentos. Tem a diabetes gestacional, também!

Como é feito o diagnóstico?

Se você apresenta os sintomas, procure um médico. Através de um exame de sangue, será analisada a glicemia (nível de açúcar no sangue). O diabético vai apresentar:

  • Glicemia em jejum acima de 126 mg /dL
  • Glicemia casual acima de 200 mg / dL

O diagnóstico precoce do diabetes é essencial na prevenção das complicações agudas e crônicas.

Cuide-se!

Todo mundo precisa se cuidar… mas o diabético é obrigado a isso. É preciso acompanhamento constante e rigoroso de médicos, nutricionista, etc., além de monitorar a glicemia e fazer correções com a aplicação de insulina, quando necessário. É preciso comer bem (em qualidade) e praticar atividade física.

Não tratar a diabetes, ou seja, conviver com o hiperglicemia crônica, leva a várias complicações, como lesões da microcirculação e o prejuízo do funcionamento de órgãos como os rins, os olhos, os nervos e o coração. Não arrisque. 😉

(*) Existem quatro formas corretas de escrita da palavra: o diabete, o diabetes, a diabete e a diabetes. Podemos utilizar qualquer uma dessas formas quando quisermos referir à doença.

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Revista Oralmédica

É uma publicação impressa e digital da Clínica Oralmédica e da divisão Viaodonto Franquias©. Assuntos de nutrição, psicologia, odontologia, medicina, beleza, bem-estar entre outros de vida e saúde em geral são os principais enfoques, no entanto não substitui em hipótese alguma a consulta profissional.

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